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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Uma apologia do ouriço azul

Falei muito pouco sobre Sonic aqui neste blog. Na verdade, fiz menção a seu aniversário de 20 anos apenas. Hoje ele já está com seus 25, está ganhando novos jogos e infelizmente ganhou uma crítica bastante injusta por parte do pessoal da GameBlast. Agradeço ao pessoal da Retroplayers por apontá-la (e por fazer a crítica à crítica).
Sonic foi um dos jogos que mais me marcou na infância. Lembro-me ainda do meu aniversário, quando ganhei finalmente um Megadrive 2 que vinha com o cartucho do Sonic incluído. Até então não conhecia o jogo, mas não demorou muito para o jogo alcançar o topo da minha lista de jogos preferidos. Meus irmãos e eu tivemos praticamente todos os jogos da série. Infelizmente não tivemos o Sonic & Knuckles para aproveitar uma das maiores sacadas que uma empresa de jogos poderia ter, que é a de fundir um novo jogo com suas versões antigas. Imagine: depois de 3 versões de jogos, você descobre que havia mais para se jogar ali? E isto em uma época que não havia DLCs ainda...

Certamente muitos fãs de Sonic conhecem o personagem melhor do que eu... Mas acho que ainda posso falar de Sonic com alguma justiça, principalmente se tratando da fórmula que o tornou famoso durante a "guerra" dos 16 bits. Não fiz apenas o download dos jogos recentemente, eu fiz parte de toda aquela geração.

Assim, pude identificar alguns erros básicos no artigo da GameBlast e gostaria de comentá-los, como uma defesa de nosso querido ouriço azul. E para mim, o principal deles é achar que "o fundamento principal de Sonic é ir rápido", e que isto exclui outras propostas que o jogo oferece ou ignorar com isto que o jogo se enquadra em um gênero muito típico da geração 16 bits. Na verdade, acredito que o autor tenha confundido uma característica do personagem (ser rápido) com a proposta principal (e aqui ele aparentemente quer dizer única) do jogo.
Sonic é rápido, e isto foi sim usado como marketing do jogo (principalmente para explorar o que Megadrive tinha sobre o SNES). Mas Sonic também se enquadra nos gêneros de jogos de plataforma e side-scrolling. Era uma combinação típica para a época e fazia muito sucesso, de fato. Por isto é de se esperar que passar de fases como a Marble Zone de Sonic 1 envolva "pular em plataformas pequenas enquanto se desvia de inimigos, espinhos e pilares de lava". Esta é a essência de um jogo de plataforma que Sonic está inserido. E isto também é um dos objetivos do jogo. O autor chega a mencionar outros jogos de plataforma, mas ele tenta sobrepor a velocidade sobre o gênero, algo totalmente sem precedentes. Sonic não é um jogo de corrida onde o objetivo é só correr. Ele é ainda um jogo de plataforma, onde o personagem é veloz e capaz de aproveitar esta velocidade quando isto requer. E se o personagem é rápido, é óbvio que existam armadilhas para o personagem quando este a emprega. O que o autor do artigo espera de dificuldade no jogo, afinal de contas?

Acredito, no entanto, que o autor comete um erro que nem todo mundo sabe o nome, mas sabe que está ali. Alguém comentou : "emulador nenhum vai recriar a experiência e a atmosfera da época". Exatamente! O erro que está por trás de todo o artigo é chamado de anacronismo. O autor descreve em seu texto a metodologia que vai usar:

Meu objetivo era jogar, não necessariamente até o fim, mas o suficiente de cada um desses jogos para poder julgar se merecem, realmente, serem lembrados como alguns dos melhores daquela época.

A metodologia está viciada desde sua concepção. Afinal de contas, por mais que ele se esforce, ele ainda é um jogador moderno revisitando um jogo antigo com a mentalidade de um jogador de nossos dias. Ele em momento algum se perguntou: o que um jogador da época via naquele jogo? Se ele foi jogador naquela época, ele não falou nada de sua experiência. Se não foi, por que não entrevistou alguém que foi?
Um jogador moderno talvez espere que haja um caminho mais fácil e outro mais difícil em uma bifurcação. Ele se perguntou se um jogador da época esperava estas coisas? Ele se perguntou se algum jogador da época achava aquele jogo (ou qualquer outro do gênero) repetitivo?
Afinal, o que é ser repetitivo? E por que Sonic sofre deste problema, enquanto que os outros jogos de plataforma não?
Como jogador naquela época, eu posso afirmar que estava muito mais preocupado com os espinhos e armadilhas da fase Marble Zone do que com o fato dela ser repetitiva. Aliás, nem me passava pela cabeça a palavra "repetitivo". Estava muito mais preocupado em gastar tempo para chegar em uma área antes inacessível do que aproveitar toda a velocidade do Sonic para passar a fase correndo. E eu sabia que devia usar a velocidade do Sonic em alguns lugares para conseguir isto.
O autor criou uma série de defeitos que, pelo menos para mim como jogador, nunca passaram pela minha cabeça. Não sei se passaram pela cabeça de alguém.
Isto talvez possa ser usado para alegar que um jogador moderno não gosta daquele tipo de jogo. Mas nem se isto for demonstrado, podemos ainda concluir que a franquia não foi feita para 25 anos. Afinal de contas, por que tantos fãs estão comemorando o mais novo Sonic Mania?


Se o problema é ser repetitivo, por que os fãs estão tão ansiosos pelo velho jogo de plataformas side-scrolling? O autor sequer tenta dar resposta a isto, o que me leva a crer que ele não compreende e nem tentou compreender bem o assunto que desejou comentar. Um problema que nossa mídia brasileira em geral apresenta...
O final do texto foi escrito, na minha opinião, só para convencer o leitor que a análise foi neutra, imparcial, dando alguns elogios genéricos. Mas é bem difícil concluir isto quando vemos a série de escolhas que o autor faz em seu texto.

Fico triste então de ver este tipo de crítica sem compromisso pela rede, apenas para alimentar controvérsia. Não porque fico triste com qualquer crítica a um personagem que gosto (cada um é livre para gostar do que quiser). O que me deixa triste é ver a possibilidade de revisitar toda a história por trás de um jogo e da mentalidade da época ser jogada na lata do lixo. O que me deixa triste é ler um artigo que se propõe a explicar algo possuir mais opiniões pessoais do que informações, como se a opinião de uma pessoa fosse base para a realidade.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

15 anos de lançamento do Dreamcast nos EUA.

Até parece que foi ontem que a Sega lançava seu Dreamcast, um pouco antes de decidir encerrar sua carreira como fabricante de consoles e se concentrando apenas em jogos. A Sega foi uma grande empresa na época dos 16 bits, e a única que enfrentou cara a cara a toda poderosa Nintendo. Até hoje pode-se encontrar pessoas que defendam uma ou outra empresa nesta antiga batalha, uma mostra de que aqueles anos foram ótimos para os jogadores.
Devo reconhecer que sempre gostei mais da Sega neste ponto. Meu segundo console foi um Mega Drive, que aproveitei bastante antes de finalmente estragar (para minha infelicidade). Só assim decidimos comprar outro console, na época um Super Nintendo (embora já existisse o Playstation e o Saturno, nossas economias não eram suficientes para tanto), e foi quando eu finalmente abandonei toda aquela "guerra" entre consoles e passei a gostar mais do simples fato de jogar.
Bem, o Saturno não teve o sucesso esperado diante do sucesso estrondoso do Playstation. E a Sega esperava reverter logo a situação com seu mais novo console. Este seria o Dreamcast. Eu mesmo desconhecia boa parte dos detalhes de seu lançamento até que o site Gamasutra lançasse um especial sobre o Dreamcast. Uma leitura altamente recomendada para aqueles que se interessam pela história dos games. Sabemos por ali, por exemplo, que houve uma certa politicagem na fase de escolha do hardware deste console (os componentes japoneses foram beneficiados apesar de serem uma escolha altamente duvidosa). Por outro lado, o Gamasutra narra com detalhes como a Eletronic Arts deixou uma longa parceria com a Sega, por não ter seu pedido de exclusividade em jogos de esportes atendido (a Sega tinha investido recentemente em uma empresa com a finalidade de concorrer com a EA nesta área, e não voltaria atrás).
O lançamento do Dreamcast foi um sucesso em vários pontos de vista. Mas o iminente lançamento do Playstation 2 e os rumores de que a Microsoft entraria no mercado de consoles (que se concretizou com o XBox) acabaram diminuindo as vendas do Dreamcast. Logo a Sega percebeu que sem verba para manter seu console, eles não conseguiriam sobreviver por muito tempo...

E assim, a grande Sega deixou uma área que por muito tempo a manteve. Mesmo assim o Dreamcast foi usado por muito tempo para o desenvolvimento de emuladores e jogos de hobbistas... Um console querido por muita gente, sem dúvida nenhuma.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Joe Musashi aparece no 3DS

Shinobi é um jogo memorável. Principalmente por sua dificuldade. O primeiro jogo era bastante difícil, e quem jogou provavelmente sabe do que eu estou falando (não era fácil salvar a mocinha no final do jogo).
Desde então, o nome Shinobi, usado para guardar a verdadeira identidade do personagem principal, tem sido usado por várias pessoas em sua eterna luta contra o mal. A mais recente versão do jogo, agora para o Nintendo 3DS, voltará a ter Joe Musashi como personagem. A Sega então lançou um vídeo para apresentar o velho conhecido das primeiras versões de Shinobi.


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